Autor: unamujerde70

  • cartas para danças 2023

    cartas para danças 2023

    Um projeto de Cláudia Müller e Renan Marcondes, com desenhos de Ana Mazzei

    Cartas para danças é um jogo, criado por Cláudia Müller e Renan Marcondes a convite do Sesc SP, que introduz obras, escolhas e momentos-chave da história da dança contemporânea. Por meio de um compêndio de cartas, o público é levado a se aproximar da dança. A ferramenta convida a uma série de movimentos e pensamentos a partir das inúmeras composições possíveis com as 30 cartas que fazem parte do baralho. Estas cartas, com desenhos criados por Ana Mazzei, apresentam termos, símbolos e descrições que abordam, de forma lúdica, parte da trajetória da dança contemporânea no Brasil. Dialogando com formas oraculares de jogo, o intuito é não apenas conhecer mais sobre o passado desta linguagem, mas, a partir dele, imaginar e realizar possibilidades futuras e inéditas de movimentos e coreografias.

    As vivências do jogo, guiadas por Cláudia Müller e Renan Marcondes, visam experimentar com diversos públicos seus dois formatos, convidando pessoas de todas as idades a uma experiência lúdica com a dança. Com a ajuda de um mobiliário criado especificamente para o projeto, os artistas se dividem para jogar tanto o modo solo quanto o modo coletivo com o público. Ao longo de duas horas, qualquer pessoa que desejar poderá conhecer o jogo, suas regras, e experimentar modos inusitados de dançar, amparados pela história da dança contemporânea brasileira, apresentada no verso de cada carta.

    O jogo é pensado para todas as faixas etárias e corpos.

    ·

    Compre aqui.

  • playlist

    Playlist que a teletrabalhadora ouve nos fones de ouvido, durante todo o dia.

    Pra quem usa spotify:

     

    ·

    Pra quem não usa, a lista (compositor / intérprete):

    1. Why? (the king of love is dead) · Gene Taylor / Nina Simone
    2. Tristesse · Milton Nascimento / Milton Nascimento e Marina Machado
    3. Lágrimas negras · Jorge Mautner / Gal Costa
    4. Mãe · Caetano Veloso / Gal Costa
    5. Gota de Sangue · Angela Rô Rô
    6. Tola foi você · Angela Rô Rô
    7. Atrás da porta · Chico Buarque e Francis Hime / Elis Regina
    8. Retrato em branco e preto · Tom Jobim e Chico Buarque / Elis Regina
    9. Trocando em miúdos · Chico Buarque e Francis Hime / Chico Buarque
    10. Às vezes · Tulipa Ruiz
    11. Solidão que nada · Cazuza, George Israel e Nilo Romero / Cazuza

     

  • Jacaré

     

  • trabalho normal 2018

    trabalho normal 2018

    Trabalho normal é composto por uma série de cinco ações, cada uma delas com a duração de uma jornada de trabalho convencional – um período de 8h. Todas as ações da série são inúteis e não geram nenhum resultado ou produto do ponto de vista prático. As ações partem de projetos de artistas que discutem, nessas obras, o paradoxo da inutilidade da arte: Francis Alÿs, Marta Soares, Los Torreznos, Brígida Baltar, Bas Jan Ader e Tehching Hsieh.

  • dança contemporânea e artes visuais: poéticas em aproximação

    Oficina teórico-prática abordando as relações entre a dança contemporânea e as artes visuais. A arte conceitual, a arte relacional e a crítica institucional serão abordadas através de alguns artistas (Yves Klein, Marcel Duchamp, Fluxus, The Yes Men, Minerva Cuevas, Dias & Riedweg, Marcia X., entre outros) pela influência de suas propostas na dança contemporânea, especialmente nas últimas duas décadas. Partindo também dos processos artísticos de meus próprios trabalhos artísticos, serão levantadas questões a fim de oferecer elementos para que os alunos possam desenvolver suas próprias pesquisas. As proposições de cada participante serão abrigadas, experimentadas e discutidas.

  • exhibition

    Oficina teórico-prática, realizada paralelamente às apresentações de Exhibition, abordando as relações entre a dança contemporânea, a performance, a intervenção e o processo de criação do trabalho. Nesta obra, as relações entre corpo/imagem, obra artística/produto são levadas ao extremo através de um irônico culto: um espetáculo destinado a investigar os mecanismos de produção e validação de um produto artístico. A Arte Conceitual, a Arte Relacional e a Crítica Institucional serão abordadas através de alguns artistas pela influência de suas propostas na dança contemporânea. Neste workshop procura-se incluir artistas locais no pensamento, processo e apresentação de Exhibition. Desta forma, doze a vinte artistas serão preparados para integrar as apresentações da obra.

  • intervir: laboratório de operações para espaços não artísticos

    Compartilhando meus próprios processos de criação, busco, nesta oficina, conduzir os participantes a questões e práticas relativas a processos artísticos que desejam ocupar espaços não institucionalmente dedicados à arte, invadindo o cotidiano através da criação de Zonas Autônomas Temporárias1.

    As obras de alguns artistas (Fluxus, The Yes Men, Minerva Cuevas, Andrea Fraser, Francis Alÿs, Dias & Riedweg, Marcia X., Antoni Muntadas, Eleonora Fabião, entre outros) serão observadas para discutir as (possíveis) relações entre arte e vida.

    Cada participante será instigado a construir uma proposta inicial de uma intervenção, ação ou performance para lugares onde não se espera que se dê um acontecimento artístico. Esta abordagem teórico-prática visa oferecer elementos para que os participantes possam desenvolver e aprofundar suas proposições.

     

    Carolina Goulart

  • o crítico espectador

    Nesta oficina pretende-se discutir as políticas de encontro e de participação presentes na interseção obra-público-artista em dança contemporânea: de que modo a produção artística neste campo torna-se (in) acessível ao público e como considerar, no processo e na construção da obra, os seus próprios modos de visibilidade e de construção de discurso crítico.

  • dança contemporânea em jogo

    Através do diálogo, de jogos e da observação de trabalhos artísticos, deseja-se criar ferramentas para instigar o público a pensar a dança contemporânea. Mais do que definir essa arte, propõ-se levantar elementos para explorar as suas diversas possibilidades e ampliar as perspectivas para sua fruição e estudo. Essa oficina/conversa busca provocar uma discussão instigante, contribuindo tanto para a formação de artistas locais quanto para uma aproximação do público da dança contemporânea.

  • desvio para o vermelho 2004

    desvio para o vermelho foi uma ocupação no Teatro Cacilda Becker/ Rio de Janeiro idealizada com Helena Vieira e Flavia Meireles, incluindo apresentações e debates em torno da dança contemporânea e da filosofia.

     

    Carolina Goulart

  • uma coreografia de relações 2012

    Projeto contemplado pelo FADA 2012/ Secretaria Municipal de Cultura –RJ, promoveu a circulação de dança contemporânea em domicílio e do vídeo fora de campo por 15 bairros da cidade do Rio de Janeiro (Andaraí, Tijuca, Grajaú, Pavuna, Bangu, Leme, Copacabana, Santa Teresa, Laranjeiras, Glória, Cosme Velho, Centro, Lapa, Glória e Maré). O projeto foi documentado através de um blog e gerou também o livro dança contemporânea em domicílio, lançado em 2013.

  • textos em geral

    em construção

  • produção acadêmica

     

    dançar, trabalho normal · PDF

    Tese de doutorado – UERJ
    Orientador: Prof. Dr. Ricardo Roclaw Basbaum
    Coorientadora: Profa. Dra. Daniella de Aguiar

     

    Deslocamentos da dança contemporânea: por uma condição conceitual · PDF

    Dissertação de mestrado – UERJ
    Orientador: Prof. Dr. Ricardo Roclaw Basbaum

     

  • Olhares sobre o corpo – 10 anos 2013

    Olhares sobre o corpo é um festival que surgiu na cidade de Uberlândia-MG, no ano de 2004, com a necessidade de complexificar o pensamento sobre o corpo e sua relação artístico-geográfica e sociocultural no Triângulo Mineiro. Tal empreitada se baliza a partir da relação contemporânea com as artes do corpo e se apresenta de forma a pesquisar as interfaces integrantes desse pensamento como a dança, as artes visuais e a performance. A 10ª edição do Olhares sobre o corpo acontece de 09 a 15 de dezembro de 2013 em diversos espaços da cidade e conta com uma programação diversificada que engloba espetáculos, lançamento de livro, performances, oficinas e discussões numa correalização com a Universidade Federal de Uberlândia.

  • Mostra Rumos Dança UFU 2014

    Numa co-realização do Instituto Itaú Cultural, Dicult/PROEX/UFU e Curso de Dança da UFU, o evento contou com apresentações de trabalhos de dança, mesas de debates e oficina dos artistas selecionados pelo Programa Rumos Dança 2012-2014 Alejandro Ahmed, Clarissa Sacchelli, Cláudia Müller, Leonardo França e Marilla Vellozo.

  • I Circulandô 2014 – 2015

    O projeto Circulandô: ações artísticas e formativas do Curso de Dança da UFU, coordenado pelos professores Alexandre Molina e Cláudia Müller e realizado em conjunto com os discentes da 1ª turma do curso de Dança; é uma iniciativa pioneira para consolidar a formação dos primeiros futuros egressos do curso. O projeto realiza uma série de ações artísticas e formativas na área da Dança, voltadas para a comunidade interna e externa à UFU, inclusive nos seus Campi fora de sede. Através das atividades desenvolvidas, os discentes participam de todas as etapas da realização de uma ação de criação e circulação de espetáculos, incluindo pesquisas e processos de criação para seus trabalhos artísticos, produção, divulgação, montagem, apresentação, realização de oficinas, captação de recursos e prestação de contas.

  • II Circulandô 2017

    O II circulandô: ações artísticas e formativas do Curso de Dança da UFU consiste na 2ª edição do projeto, coordenado pelos professores Alexandre Molina e Cláudia Müller e realizado em conjunto com os discentes do curso de Dança. É uma iniciativa pioneira para consolidar a formação dos futuros egressos do curso. O projeto realiza uma série de ações artísticas e formativas na área da Dança, voltadas para a comunidade interna e externa à UFU, inclusive nos seus Campi fora de sede. Através das atividades desenvolvidas, os discentes participam de todas as etapas da realização de uma ação de criação e circulação de espetáculos, incluindo pesquisas e processos de criação para seus trabalhos artísticos, produção, divulgação, montagem, apresentação, realização de oficinas, captação de recursos e prestação de contas.

  • 10ª Bienal Sesc de Dança 2017

    Curadora convidada da 10ª Bienal Sesc de Dança (ações formativas)

    Entre os dias 14 e 24 de setembro de 2017, o Sesc São Paulo realiza em Campinas a décima edição da Bienal Sesc de Dança. O festival mantém o compromisso de apresentar ao público um panorama diversificado da produção artística e do pensamento sobre a linguagem por meio de espetáculos, performances, instalações, debates, oficinas, exibições de documentários, lançamentos de livros e conversas entre criadores.

    As atividades que compõem a programação do festival revelam a potência da dança contemporânea em propor reflexões sobre o agora e todas as urgências que ele nos apresenta, sem perder de vista as conexões com a história e estabelecendo diálogos com possíveis memórias da dança.

    Essa edição da Bienal ocupará, além de espaços do Sesc Campinas, equipamentos da cidade como o Teatro José de Castro Mendes, a Estação Cultura, o Museu da Imagem e do Som (MIS), o CIS Guanabara, Unicamp e praças da cidade. Durante 11 dias, serão mais de 80 apresentações de companhias de diferentes estados brasileiros (BA, MG, PI, PR, RJ, SC, SP), e ainda representantes da Argentina, Bélgica, Burquina Faso, Chile, Itália, Japão e Uruguai.

  • entre (Grupo Hibridus) 2008

    Contrastes: ordem/desordem, planejamento/informalidade, massificação/individuali- dade, controle/subjetivação. Experimentação do avesso-cidade… Inteira numa caixa? Ela escapa. Se esvai seu corpo em fragmentos – timbres, cheiros, sensações… Acolhidos em nós.

  • modos invisíveis de fazer arte (Grupo Gestus) 2008

    Uma série de estratégias que operam na contramão dos princípios que norteiam criação de uma obra de arte como objeto a ser contemplado. Estas proposições efêmeras desejam transitar nos espaços cotidianos e alargar os modos de olhar, subvertendo o estado habitual das coisas. Aqui o espaço de experimentação é sobretudo a rua e os diálogos possíveis da prática artística com a vida diária.

  • transobjeto (Wagner Schwartz) 2014

    Um homem-placa entra em cena, fica nu, vira bicho, artista e modelo, canta, bebe, dança e fuma um cigarro. Se essa história fosse um poema, ele seria modernista; se fosse um espetáculo, ele seria ativista; se fosse música, ela seria tropicalista; e, se a história fosse verdade, o homem estaria solto pelas ruas do Brasil.

  • meio sem Fim (Ivana Menna Barreto) 2014

    meio sem fim é construído a partir de encontros de coreógrafos com o solo Sem o que você não pode viver? de Ivana Menna Barreto. André Masseno, Cláudia Müller, Flora Mariah e Lila Greene reinterpretam os gestos de Ivana em seus próprios solos. A proposta é um conjunto de releituras sobre uma mesma situação, como numa longa conversa sem fim.

  • projeto Liminaridade | 5 movimentos 2015

     

    Ao longo de todo o ano de 2015, o Coletivo Cartográfico trabalhou, em parceria com o Núcleo Tríade, em torno do projeto Liminaridade | 5 movimentos, contemplado pela 17ª Edição do Fomento a Dança da Cidade de São Paulo. O conceito de liminaridade (Homi Bhabha) define práticas descentralizadoras que irrompem e questionam estruturas sociais, políticas e culturais pré-estabelecidas. Tanto o Coletivo Cartográfico, quanto o Núcleo Tríade entendem que suas pesquisas em dança contemporânea são liminares, justamente por buscarem elasticizar as fronteiras da dança, colocando-a em atrito com o real e com outros campos de conhecimento estético, poético e político – especialmente das artes visuais, do urbanismo, da geografia e da filosofia. Em Liminaridade | 5 movimentos decantamos os processos individuais de cada grupo, verticalizando em nossas linguagens, ou encontrando desvios e rupturas de nossos percursos e metodologias tradicionais de trabalho, através de 5 eixos de pesquisa (movimentos) fundamentais para nossas pesquisas: movimento#1 publicação, acervo e registro movimento#2 cidade, deriva e cartografia movimento#3 des-fronteira entre as artes movimento#4 arte-ativismo movimento#5 corpo como construção performativa. Cada movimento irá desencadear uma constelação de distintas experiências, estudos e ações propostas e provocadas pelas artistas integrantes dos dois coletivos e por artistas de diferentes linguagens e pesquisadores de diversas áreas, convidados para trocar suas conhecimentos, percepções, vivências e práticas em torno do tema em questão.

  • o que você desejar, o que você quiser, estou aqui pronto para servi-lo  2003

    o que você desejar, o que você quiser, estou aqui pronto para servi-lo 2003

    Eu bordei num trabalho: “O que você desejar, o que você quiser, eu estou aqui pronto para servi-lo.”. É uma relação servil, mas é você quem escolhe.
    Leonilson

    Este título, referente a uma obra do artista plástico Leonilson, serve como ponto de partida para uma investigação das relações entre performer e público.

    Que relação o título propõe? Quem está a serviço de quem? Qual discurso de relações de poder se estabelece entre performer e público?

    A obra aqui se completa a partir da presença do outro. O público não habita o espaço da performance passivamente, mas é responsável pela ocupação desse espaço relacional que se estabelece. Antes participante que espectador, dele dependem os rumos, a qualidade, o sentido mesmo do encontro.

    Nesta proposta, cada performer recebe um participante por vez, numa exploração conjunta da arte como discussão de relações de poder, identidade e desejo.

  • dois do seis de setenta 2004

    dois do seis de setenta 2004

    dois do seis de setenta observa a ambigüidade existente nos conceitos de belo, estranho, normal ou inusitado que se revela na contraposição entre a beleza formal do corpo e os traços da sua própria desintegração diária: marcas, cicatrizes, o corpo pelo “avesso” com seus órgãos expostos. A idéia do corpo como lugar habitado, registro da experiência, material de construção de um ideal estético e, ao mesmo tempo, prova da finitude da existência.

  • dança contemporânea em domicílio 2005

    dança contemporânea em domicílio 2005

    dança contemporânea em domicílio investiga a experiência de “entregar” dança contemporânea em locais onde ela não é esperada, buscando espaços despercebidos, brechas no cotidiano.
    Busca-se aproveitar a imagem de um entregador comum para recriá-la em outro contexto. A encomenda pressupõe um dançarino que realiza o seu ofício, entregando um bem não-utilitário, uma “mercadoria” não usual, cujo consumo está na fruição do espectador.

    Uma dança que se importa menos com movimentos concretos e mais com os espaços imaginários abertos no encontro com o espectador – consumidor: qual o lugar deste ofício, como é percebido, quais seus recursos, qual seu alcance, como é remunerado?

    Qualquer pessoa pode solicitar gratuitamente dança contemporânea em domicílio em qualquer lugar que queira recebê-la (em sua casa, escritório, loja, mercado, em uma praça, no café que freqüenta, etc).

  • caixa-preta 2006

    caixa-preta 2006

    A caixa-preta dos aviões não é preta: é vermelha ou cor de laranja, para que possa ser encontrada com facilidade no meio de destroços. Quase sempre há duas caixas-pretas: Uma grava o som dos últimos trinta minutos de comunicação entre os pilotos e o posto de controle em terra; a outra, os dados de navegação aérea. Uma vez encontrada, a caixa-preta é inserida num simulador de vôo, de modo que possam ser revividos os fatos ocorridos.

    Acredita-se normalmente que o exame da caixa-preta após um acidente mostra imediatamente as suas causas – o que nem sempre acontece, pois tudo que está gravado ainda precisa ser interpretado.

  • fora de campo 2007

    fora de campo 2007

     

    Este vídeo parte da experiência de entregar dança contemporânea em locais onde ela não é esperada, procurando espaços despercebidos, brechas no cotidiano. Busca-se a reconstrução desse acontecimento por meio do olhar daqueles que o vivenciaram, mergulhando no que persiste em cada um após a passagem desse corpo em movimento.

    O resgate do ponto de vista do observador torna presente a obra que permanece no fora de campo.

    Argumento baseado na performance dança contemporânea em domicílio, de Cláudia Müller.

  • não encontro a saída 2009

    não encontro a saída 2009

    O olho não é mais o mesmo depois da fotografia e do cinema.
    Walter Benjamin

     

    Esta videoinstalação investiga as frágeis fronteiras realidade/ficção, presença/ausência.

    Sublinhando a idéia de que ver é sempre ver de algum lugar, uma câmera oferece ao público um testemunho de uma performance já ocorrida. Suas imagens são recortes, possíveis enquadramentos através dos quais o público reconstruirá o evento. Mas o que esta testemunha revela? O que omite?

    não encontro a saída parte da idéia de que a imagem fixa um desaparecimento, algo que já passou. Mas não há uma única versão possível dos fatos. O passado é o modo como ele é visto agora.

  • help! i need somebody 2013

    help! i need somebody 2013

    help! i need somebody é um convite para o encontro, trazendo o foco para o coletivo temporário formado quando um número de pessoas configura o chamado público. Uma pessoa no escuro de uma plateia é a primeira imagem que surge quando se pensa, tradicionalmente, no espectador. Quais as implicações de retirar o público do lugar de invisibilidade?

    help! é uma criação povoada, um convite para juntos “perdermos tempo” (no melhor sentido desta expressão) com a produção de uma economia onde tempo não seja sinônimo de utilidade ou dinheiro, mas o entrelaçar de experiências (científicas ou não!).

  • precisa-se público 2014

    precisa-se público 2014

    precisa-se público é uma ação que busca instaurar um lugar de potência para a reflexão crítica dos espectadores, remexendo a hierarquia frequentemente definida pelo discurso especializado: quem fala, quem pode falar, quem é autorizado a escrever com e sobre trabalhos artísticos.

    Convidamos os espectadores a assumir a posição de críticos, articulando e dando visibilidade a seus pensamentos em palavras ou imagens. Pensar o público como testemunha, como aquele que permite que o fazer do artista ganhe existência, parece urgente.

    Este projeto lança um convite ao público e ao mesmo tempo devolve uma pergunta para os próprios artistas, curadores e instituição: Somos capazes de criar relações e não apenas invocar espectadores como forma de alimentarmos a nós mesmos?

     site do projeto

  • isso não é um espetáculo2013

    isso não é um espetáculo2013

    isso não é um espetáculo é uma palestra, uma performance, uma peça, um jogo, uma coreografia, um trabalho, um produto híbrido que não cabe em uma única categorização. Ao negar sua intrínseca condição de espetáculo, questiona seu formato de apresentação, lançando ao espectador interrogações sobre o circuito de arte, envolvendo embalagem, assinatura e mecanismos de troca de um produto artístico.

    Este trabalho, resultado de um questionamento dos modos de produção recorrentes em dança e às formatações já prescritas, é atualizado a cada nova apresentação de acordo com o contexto no qual se insere. É também atualizado entre as artistas no próprio momento da performance, uma vez que é baseado em uma estrutura de jogo que propõe zonas de instabilidade na intenção de evitar sua formatação em um produto final, fixo e imutável. Embora esta estrutura de jogo siga um conjunto de regras que se repetem em todas apresentações, cada apresentação é um constante novo jogo a partir das regras – um acontecimento que se atualiza no momento e as possibilidades são recriadas, questionadas e recombinadas.

    isso não é um espetáculo é resultado de uma residência artística desenvolvida por Cláudia Müller e Clarissa Sacchelli e apoiada pelo programa Rumos Dança 2012-2014. A pesquisa proposta por esta residência fundou-se em práticas artísticas baseadas em experimentações e ideias de fracasso, dúvida, “não-saber”, “não-eficiência”, “não-finalidade” e improdutividade.

  • exhibition 2010

    exhibition 2010

    exhibition desenha uma coreografia de gestos estratégicos e políticos, trazendo para primeiro plano os movimentos de construção, distribuição e agenciamento de uma obra. O projeto problematiza a relação de forças e interesses que constituem o sistema da arte, dando visibilidade aos agentes deste sistema: o artista, o crítico, o curador, o espaço destinado à arte (instituição, museu, teatro, a galeria), o público, a mídia.

    Camadas que tendem a permanecer ocultas aparecem e as convenções do sistema artístico são sublinhadas através de elementos de legitimação de um projeto artístico: a exibição em contexto internacional, as críticas em jornais, a entrevista com o crítico, o depoimento do curador, o coquetel, as imagens atraentes, os produtos vinculados ao trabalho , a presença da logomarca dos patrocínios e apoios.

    exhibition fabrica um “produto de sucesso” ao ficcionar um espetáculo, no sentido atribuído pelo filósofo Guy Debord: a representação que toma conta da vida cotidiana, a aparência que determina o que merece ser visto, as relações humanas mediadas por imagens.