Categoria: trabalhos

  • cartas para danças 2023

    cartas para danças 2023

    Um projeto de Cláudia Müller e Renan Marcondes, com desenhos de Ana Mazzei

    Cartas para danças é um jogo, criado por Cláudia Müller e Renan Marcondes a convite do Sesc SP, que introduz obras, escolhas e momentos-chave da história da dança contemporânea. Por meio de um compêndio de cartas, o público é levado a se aproximar da dança. A ferramenta convida a uma série de movimentos e pensamentos a partir das inúmeras composições possíveis com as 30 cartas que fazem parte do baralho. Estas cartas, com desenhos criados por Ana Mazzei, apresentam termos, símbolos e descrições que abordam, de forma lúdica, parte da trajetória da dança contemporânea no Brasil. Dialogando com formas oraculares de jogo, o intuito é não apenas conhecer mais sobre o passado desta linguagem, mas, a partir dele, imaginar e realizar possibilidades futuras e inéditas de movimentos e coreografias.

    As vivências do jogo, guiadas por Cláudia Müller e Renan Marcondes, visam experimentar com diversos públicos seus dois formatos, convidando pessoas de todas as idades a uma experiência lúdica com a dança. Com a ajuda de um mobiliário criado especificamente para o projeto, os artistas se dividem para jogar tanto o modo solo quanto o modo coletivo com o público. Ao longo de duas horas, qualquer pessoa que desejar poderá conhecer o jogo, suas regras, e experimentar modos inusitados de dançar, amparados pela história da dança contemporânea brasileira, apresentada no verso de cada carta.

    O jogo é pensado para todas as faixas etárias e corpos.

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  • trabalho normal 2018

    trabalho normal 2018

    Trabalho normal é composto por uma série de cinco ações, cada uma delas com a duração de uma jornada de trabalho convencional – um período de 8h. Todas as ações da série são inúteis e não geram nenhum resultado ou produto do ponto de vista prático. As ações partem de projetos de artistas que discutem, nessas obras, o paradoxo da inutilidade da arte: Francis Alÿs, Marta Soares, Los Torreznos, Brígida Baltar, Bas Jan Ader e Tehching Hsieh.

  • o que você desejar, o que você quiser, estou aqui pronto para servi-lo  2003

    o que você desejar, o que você quiser, estou aqui pronto para servi-lo 2003

    Eu bordei num trabalho: “O que você desejar, o que você quiser, eu estou aqui pronto para servi-lo.”. É uma relação servil, mas é você quem escolhe.
    Leonilson

    Este título, referente a uma obra do artista plástico Leonilson, serve como ponto de partida para uma investigação das relações entre performer e público.

    Que relação o título propõe? Quem está a serviço de quem? Qual discurso de relações de poder se estabelece entre performer e público?

    A obra aqui se completa a partir da presença do outro. O público não habita o espaço da performance passivamente, mas é responsável pela ocupação desse espaço relacional que se estabelece. Antes participante que espectador, dele dependem os rumos, a qualidade, o sentido mesmo do encontro.

    Nesta proposta, cada performer recebe um participante por vez, numa exploração conjunta da arte como discussão de relações de poder, identidade e desejo.

  • dois do seis de setenta 2004

    dois do seis de setenta 2004

    dois do seis de setenta observa a ambigüidade existente nos conceitos de belo, estranho, normal ou inusitado que se revela na contraposição entre a beleza formal do corpo e os traços da sua própria desintegração diária: marcas, cicatrizes, o corpo pelo “avesso” com seus órgãos expostos. A idéia do corpo como lugar habitado, registro da experiência, material de construção de um ideal estético e, ao mesmo tempo, prova da finitude da existência.

  • dança contemporânea em domicílio 2005

    dança contemporânea em domicílio 2005

    dança contemporânea em domicílio investiga a experiência de “entregar” dança contemporânea em locais onde ela não é esperada, buscando espaços despercebidos, brechas no cotidiano.
    Busca-se aproveitar a imagem de um entregador comum para recriá-la em outro contexto. A encomenda pressupõe um dançarino que realiza o seu ofício, entregando um bem não-utilitário, uma “mercadoria” não usual, cujo consumo está na fruição do espectador.

    Uma dança que se importa menos com movimentos concretos e mais com os espaços imaginários abertos no encontro com o espectador – consumidor: qual o lugar deste ofício, como é percebido, quais seus recursos, qual seu alcance, como é remunerado?

    Qualquer pessoa pode solicitar gratuitamente dança contemporânea em domicílio em qualquer lugar que queira recebê-la (em sua casa, escritório, loja, mercado, em uma praça, no café que freqüenta, etc).

  • caixa-preta 2006

    caixa-preta 2006

    A caixa-preta dos aviões não é preta: é vermelha ou cor de laranja, para que possa ser encontrada com facilidade no meio de destroços. Quase sempre há duas caixas-pretas: Uma grava o som dos últimos trinta minutos de comunicação entre os pilotos e o posto de controle em terra; a outra, os dados de navegação aérea. Uma vez encontrada, a caixa-preta é inserida num simulador de vôo, de modo que possam ser revividos os fatos ocorridos.

    Acredita-se normalmente que o exame da caixa-preta após um acidente mostra imediatamente as suas causas – o que nem sempre acontece, pois tudo que está gravado ainda precisa ser interpretado.

  • fora de campo 2007

    fora de campo 2007

     

    Este vídeo parte da experiência de entregar dança contemporânea em locais onde ela não é esperada, procurando espaços despercebidos, brechas no cotidiano. Busca-se a reconstrução desse acontecimento por meio do olhar daqueles que o vivenciaram, mergulhando no que persiste em cada um após a passagem desse corpo em movimento.

    O resgate do ponto de vista do observador torna presente a obra que permanece no fora de campo.

    Argumento baseado na performance dança contemporânea em domicílio, de Cláudia Müller.

  • não encontro a saída 2009

    não encontro a saída 2009

    O olho não é mais o mesmo depois da fotografia e do cinema.
    Walter Benjamin

     

    Esta videoinstalação investiga as frágeis fronteiras realidade/ficção, presença/ausência.

    Sublinhando a idéia de que ver é sempre ver de algum lugar, uma câmera oferece ao público um testemunho de uma performance já ocorrida. Suas imagens são recortes, possíveis enquadramentos através dos quais o público reconstruirá o evento. Mas o que esta testemunha revela? O que omite?

    não encontro a saída parte da idéia de que a imagem fixa um desaparecimento, algo que já passou. Mas não há uma única versão possível dos fatos. O passado é o modo como ele é visto agora.

  • help! i need somebody 2013

    help! i need somebody 2013

    help! i need somebody é um convite para o encontro, trazendo o foco para o coletivo temporário formado quando um número de pessoas configura o chamado público. Uma pessoa no escuro de uma plateia é a primeira imagem que surge quando se pensa, tradicionalmente, no espectador. Quais as implicações de retirar o público do lugar de invisibilidade?

    help! é uma criação povoada, um convite para juntos “perdermos tempo” (no melhor sentido desta expressão) com a produção de uma economia onde tempo não seja sinônimo de utilidade ou dinheiro, mas o entrelaçar de experiências (científicas ou não!).

  • precisa-se público 2014

    precisa-se público 2014

    precisa-se público é uma ação que busca instaurar um lugar de potência para a reflexão crítica dos espectadores, remexendo a hierarquia frequentemente definida pelo discurso especializado: quem fala, quem pode falar, quem é autorizado a escrever com e sobre trabalhos artísticos.

    Convidamos os espectadores a assumir a posição de críticos, articulando e dando visibilidade a seus pensamentos em palavras ou imagens. Pensar o público como testemunha, como aquele que permite que o fazer do artista ganhe existência, parece urgente.

    Este projeto lança um convite ao público e ao mesmo tempo devolve uma pergunta para os próprios artistas, curadores e instituição: Somos capazes de criar relações e não apenas invocar espectadores como forma de alimentarmos a nós mesmos?

     site do projeto

  • isso não é um espetáculo2013

    isso não é um espetáculo2013

    isso não é um espetáculo é uma palestra, uma performance, uma peça, um jogo, uma coreografia, um trabalho, um produto híbrido que não cabe em uma única categorização. Ao negar sua intrínseca condição de espetáculo, questiona seu formato de apresentação, lançando ao espectador interrogações sobre o circuito de arte, envolvendo embalagem, assinatura e mecanismos de troca de um produto artístico.

    Este trabalho, resultado de um questionamento dos modos de produção recorrentes em dança e às formatações já prescritas, é atualizado a cada nova apresentação de acordo com o contexto no qual se insere. É também atualizado entre as artistas no próprio momento da performance, uma vez que é baseado em uma estrutura de jogo que propõe zonas de instabilidade na intenção de evitar sua formatação em um produto final, fixo e imutável. Embora esta estrutura de jogo siga um conjunto de regras que se repetem em todas apresentações, cada apresentação é um constante novo jogo a partir das regras – um acontecimento que se atualiza no momento e as possibilidades são recriadas, questionadas e recombinadas.

    isso não é um espetáculo é resultado de uma residência artística desenvolvida por Cláudia Müller e Clarissa Sacchelli e apoiada pelo programa Rumos Dança 2012-2014. A pesquisa proposta por esta residência fundou-se em práticas artísticas baseadas em experimentações e ideias de fracasso, dúvida, “não-saber”, “não-eficiência”, “não-finalidade” e improdutividade.

  • exhibition 2010

    exhibition 2010

    exhibition desenha uma coreografia de gestos estratégicos e políticos, trazendo para primeiro plano os movimentos de construção, distribuição e agenciamento de uma obra. O projeto problematiza a relação de forças e interesses que constituem o sistema da arte, dando visibilidade aos agentes deste sistema: o artista, o crítico, o curador, o espaço destinado à arte (instituição, museu, teatro, a galeria), o público, a mídia.

    Camadas que tendem a permanecer ocultas aparecem e as convenções do sistema artístico são sublinhadas através de elementos de legitimação de um projeto artístico: a exibição em contexto internacional, as críticas em jornais, a entrevista com o crítico, o depoimento do curador, o coquetel, as imagens atraentes, os produtos vinculados ao trabalho , a presença da logomarca dos patrocínios e apoios.

    exhibition fabrica um “produto de sucesso” ao ficcionar um espetáculo, no sentido atribuído pelo filósofo Guy Debord: a representação que toma conta da vida cotidiana, a aparência que determina o que merece ser visto, as relações humanas mediadas por imagens.